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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Edição de setembro: poetas convidados (parte 4)

Fechando o elenco de convidados da edição de setembro do Eco, a cantora, compositora e violonista Laura Jannuzzi!




Assista abaixo Laura Jannuzzi em uma apresentação da música "Descompasso":



Sobre a autora: A cantora e compositora Laura Jannuzzi é natural de Palma (MG), onde começou a tocar violão aos 15 anos. A tendência musical e a voz cristalina de soprano suave se manifestavam desde a infância, quando ouvia, na casa da família, vinis com o melhor da MPB. Seus trabalhos autorais, de letras nem sempre tão doces, mas de poética intensa, são evidenciados em composições como "Descompasso" e "Amor Não", parcerias com Layla Paganini, ou "Blues Mirim", com Pablo Quaresma. Em 2013 teve sua música "Descompasso" classificada em dois grandes festivais, Festival Nacional da Canção e o Fun Music. Atualmente, se apresenta junto ao quinteto integrado por: Estêvão Teixeira (Flautas e teclado), Guto Gomes (Violões de nylon e aço), Newton Vale (Contrabaixo), Gustavo Paraná (Violão), Knnor (Percussão).

Edição de setembro do Eco!


No dia 19 de setembro, a partir das 20h, o Museu de Arte Murilo Mendes recebe mais uma edição do Eco Performances Poéticas, o sarau mais tradicional e menos convencional da cidade. 

Natural de Londrina, radicada em são Paulo e com poemas publicados em antologias e revistas no Brasil, Espanha, México, Chile e Estados Unidos, Ana Guadalupe faz sua primeira incursão juiz-forana, trazendo para nós os versos de seu Relógio de pulso (7letras, 2011).

A cantora Laura Jannuzzi também se apresenta pela primeira vez no Eco e, acompanhada de seu inseparável violão, promete levar ainda mais melodia ao evento.

Desde 2008, o microfone aberto tem sido o lugar perfeito para conhecer novos poetas e é justamente dele que vem Débora Maciel, que sobe ao palco do Eco pela primeira vez como integrante do elenco de convidados. 

Além das estreantes, um rosto extremamente familiar para os frequentadores do Eco: Anelise Freitas (que nas últimas edições mostrou toda a sua versatilidade sendo apresentadora, videomaker e até DJ!) volta ao elenco para ler alguns de seus poemas. 

Vai rolar ainda a participação super especial do projeto Foi o Carteiro, que tem como lema invadir o cotidiano de alguém, através da caixa de correio, com poesia.

E é claro que não poderia faltar nosso querido microfone aberto, a onipresente banquinha de livros, os vídeopoemas e a trilha sonora, dessa vez por conta do bom gosto de Otávio Campos


Eco Performances Poéticas
Dia 19 de setembro, sexta-feira, a partir das 20h
No Museu de Arte Murilo Mendes
Rua Benjamin Constant, 790. Juiz de Fora, MG
Entrada franca

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Edição de setembro: poetas convidados (parte 3)

Também no elenco da edição de setembro do Eco, uma poeta que vem do microfone aberto para, pela primeira vez, compor o elenco de convidados: Débora Maciel!



FARINHA SECA

nasci ao lado de um rio sujo
com semi-enfermeiras dizendo
que minha mãe tinha que não me esperar mais
obrigando minha mãe a não me esperar mais
fazendo sua barriga – que era eu – descer mais e mais e eu...
eu desci
com auxilio bruto das mãos grossas,
eu desci
eu não podia gritar...
tava fraca e pequena demais pro mundo
nasci faltando tamanho,
peso e escolha de nome
o santo me obrigou a aparecer
quando queria era me esconder
eu queria ser esquecida
mas minha mãe fez um acordo com a macumbeira
para que eu não desaparecesse
regada a água fraca
e a farinha seca,
me deu,
para evitar a desgraça,
a graça
de Aparecida.

Sobre a autora: Débora Maciel é nascida em Castanhal- PA e radicada no estado de Minas. Graduada em Latim e Literatura Latina para atestar a não funcionalidade empregatícia das linguagens, no que tange ao plano de catequização: desempregada no momento; mas se diverte muito traduzindo/traindo Catulo, Ovídio e Horácio. Mestranda na área de Estudos Culturais e iniciante ao ofício musical do transe código dionisíaco poético.

Edição de setembro do Eco Performances Poéticas
Dia 19 de setembro, a partir das 20h.
No Museu Murilo Mendes
(Rua Benjamin Constant, 790. Centro - Juiz de Fora)
Entrada franca

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Edição de setembro: poetas convidados (parte 2)

Mais uma das poetas convidadas da edição de setembro do Eco: Ana Guadalupe!



UM VÍDEO PARA A CATÁSTROFE DO MEU AMOR

todas as pessoas que você conheceu até agora
diminuídas num movimento brusco de câmera 
pequenos moradores do bairro e colegas de escola
um primo invisível, paixões agora minúsculas

versões dos seus pais e tios: de perto são colagens voadoras 
com contornos amarelos ou brancos, não importa
alguns tinham nomes escritos, mas os nomes somem
em efeitos ruins junto aos pedaços das cabeças

agora uma animação simplória mostra
o desaparecimento de paisagens inteiras
parques, praias, festas da empresa
cidades deslizam puxadas por cordas

no desabamento de todos os prédios da sua vida 
ninguém envia ajuda para os vizinhos e vizinhas
só você caminha gigante como king kong ou godzilla 
só você tem meia hora pra escolher suas coisas

só você tem uma ambulância luxuosa à sua espera
dentro dela eu espero sorrindo com as unhas roídas


Sobre a autora: Ana Guadalupe nasceu em 1985 em Londrina (PR) e hoje mora em São Paulo (SP). Seus poemas foram publicados em antologias, revistas e projetos no Brasil, Espanha, México, Chile e Estados Unidos. Seu primeiro livro se chama Relógio de Pulso (7letras, 2011).


Edição de setembro do Eco Performances Poéticas
Dia 19 de setembro, a partir das 20h.
No Museu Murilo Mendes
(Rua Benjamin Constant, 790. Centro - Juiz de Fora)
Entrada franca

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Edição de setembro: poetas convidados (parte 1)

Inaugurando a série "poetas convidados da edição de setembro do Eco": Anelise Freitas!



SEM TEMPO

também quero provar vários sabores
dissolver meu peito em novos segredos

- meia noite toca o telefone
E a voz diz:
“quero te ver” –
(eu vou)

ponho a melhor calcinha
- pra depois tirá-la –
vou ter com dalí, maquiavel e gandhi
e encontro as minhas pernas rebolando no chão
e não é o mesmo embaixo

- é sujo, é vil –
(eu vou)

(no bar,
após gozar
da cara
na cara
na cama
no chão)

uma rua que se bifurca
abre novos caminhos
(eu vou)



Sobre a autora: Anelise Freitas nasceu na cidade mineira de Lima Duarte, em 1987. Formou-se em Comunicação Social e atualmente cursa Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora e mestrado em Estudos Literários, pela mesma instituição. Publicou dois livros de poemas, Vaca contemplativa em terreno baldio (Aquela Editora, 2011) e O tal setembro (Os 4 Mambembes, 2013); além de atuar como organizadora do grupo Eco Performances Poéticas, também publicou poemas em jornais como o Plástico Bolha e Tribuna de Minas,  revistas como Um Conto e Argo, assim como em blogues, zines e espaços virtuais. Já ministrou oficinas de criação literária no Festival Mulheres no Volante e no projeto SESC Literatura.


Edição de setembro do Eco Performances Poéticas
Dia 19 de setembro, a partir das 20h.
(Rua Benjamin Constant, 790. Centro - Juiz de Fora)
Entrada franca