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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Edição de novembro: poetas convidados (parte 4)

Outra poeta que vai fazer parte do elenco de convidados da edição de novembro do Eco: Laura Assis.




Chão

O silêncio
não é o melhor meio
de conter acidentes.

corpo escolha luz sorte
detalhe perda relógio tudo
existe além da linguagem

(seu nome:
serial de rumores
que nada diz
sobre seus gestos)

Talvez ler
o livro do mundo
seja também
saber perdê-lo.

Antes do ruído
a vida é.


Sobre a autora: Laura Assis nasceu em 1985 em Juiz de Fora, MG. É graduada em Letras e mestre em Estudos Literários pela UFJF. Atualmente cursa doutorado em Literatura na PUC-Rio e é produtora editorial. Publicou textos em jornais e revistas como Plástico Bolha, Tribuna de Minas, Um Conto e Lado 7 e em sites como Amálgama e Posfácio. Mantém o blog Página 29. Seu primeiro livro, Depois de rasgar os mapas (Aquela Editora, 2014), será lançado em novembro.


Confira também o booktrailer do livro Depois de rasgas os mapas, que será pré-lançado no Eco:





Edição de novembro do Eco Performances Poéticas
Dia 14/11/2014, sexta-feira, a partir das 19 horas.
No Museu de Arte Murilo Mendes
(Rua Benjamin Constant, 790. Centro, JF)
Entrada franca

Evento no Facebook: http://on.fb.me/1xmCI7E


domingo, 9 de novembro de 2014

Edição de novembro do Eco!



2014 está passando rápido demais... a gente distrai um pouquinho e quando vê já está na hora de mais uma edição do Eco! E no dia 14 de novembro, o Museu de Arte Murilo Mendes vai sediar mais uma vez a nossa tradicional noite poética, com uma programação cheia de lançamentos e novidades.

Para começar, a poeta carioca radicada em São Paulo Marília Garcia aporta pela primeira vez em terras juiz-foranas. Ela, que é autora de 20 poemas para seu walkman (Cosac Naify, 2007) e Engano geográfico (7letras, 2012), vem acompanhada dos poemas de seu livro mais recente, Um teste de resistores (7letras, 2014). 

Frederico Spada Silva, autor de Arqueologias do olhar (FUNALFA, 2011) e conhecido participante de edições anteriores do Eco, retorna ao microfone para dessa vez lançar seu Coleção de ruínas (Edições Macondo, 2014). 

A carta na manga de Laura Assis é a pré-estreia de seu primeiro livro, Depois de rasgar os mapas (Aquela Editora, 2014), que será oficialmente lançado na segunda quinzena de novembro, com ou sem a participação de Dom Sebastião. 

Natural de Belo Horizonte, Daniel Valentim Mansur é autor do livro de contos Manual prático das ocupações perdidas (Bartlebee, 2011) e está fazendo sua primeira incursão na poesia com Da cor que faz (TextoTerritório, 2014). 

E o elenco ainda conta com a presença de Prisca Agustoni, a poeta suiça mais juiz-forana de que se tem notícia, que participa mais uma vez do Eco, mostrando um pouco de sua produção poética atual.

A trilha fica por conta das viagens sonoras de Caio Montesano Goulart e ainda vai rolar o clássico microfone aberto e a banquinha de livros.

A entrada, claro, é grátis!


Edição de novembro do Eco Performances Poéticas
Dia 14/11/2014, sexta-feira, a partir das 19 horas.
No Museu de Arte Murilo Mendes
(Rua Benjamin Constant, 790. Centro, JF)
Entrada franca

Evento no Facebook: http://on.fb.me/1xmCI7E

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Eco com cheiro de flor

Texto: Luiz Fernando Priamo



No último Eco Performances Poéticas fui o mestre de cerimônias. Missão nada fácil mesmo com o evento chegando ao seu quinto aniversário e eu já tendo feito isso antes. A noite cheia de beleza, contou com um set de mulheres talentosas. O que aumentou a dificuldade. A seleção de textos e a delicadeza da inserção de cada convidada mereciam os maiores cuidados.


Para abrir, selecionei um poema vindo do Rio de Janeiro, "Questão de fé", do poeta Deley de Acari. No empenho em reconhecer o local das divinas damas, o céu é o limite (os poemas citados neste post seguem no pdf que pode ser baixado aqui).


Dado o ponta pé inicial, Juliana Stanzani e Bia Nascimento subiram ao palco para apresentar toda a beleza de suas poesias. Já é sabido que versos aliados à música é jogo ganho quando bem feito. E esse é o caso das duas compositoras que se apresentam também com o grupo Matilda. Confira abaixo o vídeo de "Saltadinha":



Eis que um rosto novo segue para o palco, mas não para quem frequenta o Eco: Tassiana Frank.  Parte do corpo editorial da revista Um Conto, a poeta, que tem cadeira cativa no evento, levou poesias em voz masculina e até cordel. Para mostrar que a experimentação não estaciona na publicação, Tassiana fez bonito logo na estreia!

Tassiana Frank. Foto: Tiago Rattes de Andrade.
Na sequência, li um poema de Pio Vargas, poeta de Goiás, morto em 1991. No poema a coisa múltipla da natureza que só tem na mulher. Assim, chamei ao palco a representante da conexão Juiz de Fora – Genebra, Prisca Agustoni. A poeta suiça fez sua terceira apresentação conosco. Sempre irradiando simpatia e com poemas do livro A morsa, Prisca finalizou com beleza o set dos convidados.

Prisca Agustoni. Foto: Tiago Rattes de Andrade.
Antes do microfone aberto, li ainda “Urubu”, a personificação em versos de nosso parceiro André Capilé. Mesmo ausente no corpo, ele chega na fala e cai na graça do povo. 

Geral. Foto: Tiago Rattes de Andrade.

Assim, após um breve intervalo, veio o microfone aberto com a apresentação de Tiago Rattes de Andrade. O segundo tempo contou com leituras bem bacanas como as do próprio Tiago, que fez sua sequência com Ezra Pound, Domingo Guimaraens e “espelho”,  grande texto de autoria do próprio. Entre as performances inscritas,  a de Laura Assis contou com uma bela leitura de “método: depoimento”, poema do poeta gaúcho Diego Grando, que já passou pelo Eco. 

A sensação que ficou foi boa e no próximo mês o aniversário de cinco anos de Eco! Aguardem!


terça-feira, 7 de junho de 2011

Diário do CEP 20000


25 de maio de 2011

13:59 – Sou a primeira a chegar no lugar marcado. É que sou de extremos: ou atraso absurdamente ou chego antes do combinado. Preferi não arriscar. A van está marcada para 14:30. O resto do pessoal começa a chegar. Tento me esconder das filmagens do Mirabel. Impossível. Vamos para o Rio, participar do CEP 20.000, o evento de poesias mais importante do país, apenas isso.


14:48 – Bom, a van AINDA NÃO CHEGOU. Larissa teme represálias e liga para o motorista sem parar. Sob um leve desespero começamos a pensar na hipótese de roubar um carro, algo assim. Tudo bem, vai dar.




16:05 – Aproximadamente UMA HORA E MEIA depois do combinado, finalmente estamos saindo de Juiz de Fora. Estão todos aqui. Pegamos o Pedro e os equipamentos, alguém fala em turnê de banda. Não seria nada mal uma turnê da poesia.

16:35 – Recebemos a notícia de que um caminhão tombou na Linha Vermelha. Desespero é a palavra do dia. Estamos atrasados e nada indica que temos chance de chegar a tempo. Eco Performances Histéricas. Na van rola o DVD de Cães de aluguel, mas acho que ninguém está assistindo. Falamos de... poesia. Livros de estréia. Capilé acusa Mirabel de não gostar de Drummond. Protestos. Tensão. Gritos. João Cabral. Ao contrário do que se podia imaginar a Fernanda, irmã do Mirabel que está indo com a gente, não acha que somos malucos. Então tudo bem. 




17:40 – Ainda nem subimos a serra e paramos para um café. Quem vê pensa que temos mesmo muito tempo. No bar tem coxa de galinha frita. Não é coxinha não. É A COXA mesmo. “Todo mundo acha estranho”, repara a Thais. Pitoresco mesmo. Seguimos. Anelise tira foto da estrada, do pôr do sol, da van da janela da van, do chão da van. Clima de excursão. Só falta a musiquinha de integração.




19:15 – Depois de um engarrafamento MONSTRUOSO, conseguimos entrar no Rio. Tiago tuíta, mantendo nossos MILHÕES DE SEGUIDORES informados. Poesia multimídia que chama. Sou acusada de ter ministrado remédios para a Larissa, que dorme sem cessar. Ligamos para o Lucas para avisar que estamos vivos e, sim, vamos ler poesia no CEP.

20:09  Chegamos no Espaço Sérgio Porto. Ainda estão carregando a bateria da banda que vai tocar depois das leituras e performances, então tudo bem. Dá tempo de levar as coisas, montar o som e a banquinha de livros, tomar uma cerveja e encontrar os cariocas que já são de casa.




21:02 O momento “caiu a ficha”: dentro do Sérgio Porto estão todos os que vão participar do CEP. O público está chegando. “Estamos atrasados”, avisa Chacal. Ele dá algumas instruções gerais para todos os participantes. E fala para “o pessoal de Juiz de Fora”: “façam o de vocês, dêem o recado”. Faremos. Daremos.


22:00 Depois de algumas leituras e músicas, é a nossa vez. “Diretamente de Juiz de Fora, com vocês, Eco Performances Poéticas!”, chama nosso querido Lucas Viriato. Entramos. Thais está fotografando. A trilha inicial escolhida pelo Pedro já ganha a simpatia do público. “Esse é o Eco Performances Poéticas... somos nós!”, convoca Capilé antes de ler o primeiro poema. As trilhas costuram as leituras e funcionam de uma maneira que nem nós mesmos imaginávamos que ia funcionar. Chacal invade o palco e dança. As leituras se seguem. Trilha, leitura, aplauso. Trilha, leitura, aplauso. Três rodadas. Funcionou. Deu certo. Acabou. Saímos do palco. Respiramos. Nos divertimos. Foi demais.






22:30 Voltamos à cerveja. Assistimos ainda as leituras do Leonardo, Ismar e Gregório. Algumas pessoas nos param, comentam, elogiam, conversam. Feedback. Foi bacana. Eu, Anelise e Larissa estamos do lado de fora fumando um cigarro e eis que o próprio Chacal vem até nós. “Foi demais, vocês são FODIDOS DE BONS. Qualidade mineira com a sensualidade carioca”. Agradecemos mil vezes e reforçamos o convite para que ele venha ler no Eco em JF. Ele se mostra animado, quer vir. Esperamos que seja logo.





00:15 Hora de ir. Ainda demoraria bastante para chegar em Juiz de Fora. Depois de conversas três tons acima do normal e muitas retrospectivas do que tinha acabado de rolar, dormimos. Apagamos. Chegaríamos lá pelas três da manhã, debaixo de um frio de 12 graus. Quem se importa? Foi um dia para não se esquecer. Mesmo.





Todas as belas fotos que ilustram esse post são da Thais Thomaz

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eco Performances Poéticas no Corredor Cultural



Na terceira edição do Corredor Cultural de Juiz de Fora, o Eco Performances Poéticas está mais uma vez convocado para agitar a cidade e prepara um set comemorativo. Como parte da celebração do quarto ano de atividades do grupo, uma seleção de poemas foi feita para que o povo juizforano saia um pouco do ordinário do dia a dia.

A participação será no momento “Chá com Poesia”. Está marcada para as 16h do sábado, dia 28 de maio, na Praça João Pessoa, em frente ao Cine Theatro Central. Além do Eco, fazem parte do cardápio TriunVirato e Fabrício Conde.

O maestro do Eco, Pedro Paiva, ainda vai se apresentar com o projeto Vinil É Arte, às 24h, também dia 28, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Não ousem perder!

Livros serão trocados, poesias distribuídas, enfim, confira aqui toda a programação do Corredor Cultural aqui!
Esperamos vocês lá!

domingo, 22 de maio de 2011

Ecoando em terras cariocas



Nesta quarta-feira, 25 de maio, nós do Eco Performances Poéticas desembarcamos no Rio de Janeiro para participar do CEP 20000.

O CEP 20000 é um dos mais importantes e tradicionais eventos de poesia do Brasil, tendo como seu anfitrião o poeta múltiplo, Chacal. Há 20 anos é um espaço de difusão, exposição, amplificação, e ressonância da poesia e de outras formas de arte no Rio de Janeiro. Acontece toda última quarta do mês, no Espaço Cultural Sérgio Porto, no bairro de Humaitá.

Dentro do CEP20000, um dos quadros, símbolo da permanente renovação do evento, é o espaço do jornal Plástico Bolha, onde estaremos nós do Eco. O convite foi oficializado por um dos editores do Plástico, o poeta Lucas Viriato, que já esteve em JF, marcando presença no Eco.

Nesta quarta, a trupe vai ecoar em terras cariocas, no ritmo da excursão. Escalados: Anelise Freitas, Luiz Fernando Priamo, Laura Assis, Larissa Andrioli, Tiago Rattes e nosso maestro das pick-ups, Pedro Paiva. Participa também nosso querido André Capilé, fundador do Eco e figura fundamental na ponte poética entre Rio e JF. Contamos ainda com o apoio da fotógrafa Thais Thomaz, que tem feito um belo trabalho de registro do Eco.

A expectativa é a melhor possível. Ao Rio, em versos e ritmo!



PROGRAMAÇÃO:


CINECURTA CEP:
Pretinho Babylon, de Emílio Domingos e Cavi Borges

POESIA:
Romã Neptune, André Pessoa, Gregório Duvivier, Ismar Tirelli Neto,
Leonardo Marona e a participação dos poetas da oficina Farani Cinco Três!

ESPECIAL DE JUIZ DE FORA:
Eco Performances Poéticas - a missão!
com: André Capilé, Anelise Freitas, Larissa Andrioli, Laura Assis,
Lucas Viriato, Luiz Fernando Priamo, Tiago Rattes de Andrade,
Thais Thomaz (fotos) e Pedro Paiva (som)
(ecopoetico.blogspot.com)

MÚSICA:

Dimitri BR: voz e cavaquinho
(diahum.blogspot.com)
+
Os Siderais
+
Show da banda DeLírios Tropicais
(myspace.com/deliriostropicais)


Blog do Plástico Bolha: jornalplasticobolha.blogspot.com


(R$ 5,00)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A poesia juizforana de ontem e de hoje



Juiz de Fora, é uma cidade de importantes poetas. Mas, além de Murilo Mendes quem mais está nessa? 

Com o objetivo de compreender um pouco sobre como foi e está o cenário poético na "Manchester mineira", a estudante de Comunicação Social da UFJF, Eliza Granadeiro, convocou alguns representantes do Eco para conversar.

Larissa Andrioli, Laura Assis e Luiz Fernando Priamo bateram um papo que pode ser conferido em texto e áudio no site JF em Pauta. Confiram!