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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre a edição de agosto


Texto: Tiago Rattes
Fotos: Ana Cláudia Ferreira

Casa lotada para a edição de agosto do Eco Performances Poéticas. Uma noite especial de estréias e surpresas das melhores compuseram um clima de poesia e flow na presença de nada mais nada menos que 153 pessoas.

Filipe Rufato, diretamente de Ubá, propiciou uma bela leitura de seus poemas. Seguido da também estreante Juliana Gervason, de Juiz de Fora.

A despeito da estréia, uma sequência de leituras que mobilizou e tomou a atenção dos presentes.

Na sequência uma nova parceria: a presença da rapaziada do Encontro de MC’s, evento que vem se consagrando em Juiz de Fora no último período. Representando na sequência, os MC’s Oldi, Marcelo Fernandes, Telin e Doidan contaram com o apoio do Maestro Pedro Paiva nas bases.  E a banca presente contribuiu. Diversos MC’s presentes participaram e a casa da poesia ganhou ritmo.

Encontro histórico, público recorde.

Na sequência, antes do microfone aberto nosso discotecário Pedro Paiva presenteou a rapaziada com a belíssima Angola Mix-Tape.

Quem viveu, viu. Segue a saga e a missão de tirar a poesia do gabinete toda primeira quinta do mês.










quarta-feira, 9 de maio de 2012

Eco com cheiro de flor

Texto: Luiz Fernando Priamo



No último Eco Performances Poéticas fui o mestre de cerimônias. Missão nada fácil mesmo com o evento chegando ao seu quinto aniversário e eu já tendo feito isso antes. A noite cheia de beleza, contou com um set de mulheres talentosas. O que aumentou a dificuldade. A seleção de textos e a delicadeza da inserção de cada convidada mereciam os maiores cuidados.


Para abrir, selecionei um poema vindo do Rio de Janeiro, "Questão de fé", do poeta Deley de Acari. No empenho em reconhecer o local das divinas damas, o céu é o limite (os poemas citados neste post seguem no pdf que pode ser baixado aqui).


Dado o ponta pé inicial, Juliana Stanzani e Bia Nascimento subiram ao palco para apresentar toda a beleza de suas poesias. Já é sabido que versos aliados à música é jogo ganho quando bem feito. E esse é o caso das duas compositoras que se apresentam também com o grupo Matilda. Confira abaixo o vídeo de "Saltadinha":



Eis que um rosto novo segue para o palco, mas não para quem frequenta o Eco: Tassiana Frank.  Parte do corpo editorial da revista Um Conto, a poeta, que tem cadeira cativa no evento, levou poesias em voz masculina e até cordel. Para mostrar que a experimentação não estaciona na publicação, Tassiana fez bonito logo na estreia!

Tassiana Frank. Foto: Tiago Rattes de Andrade.
Na sequência, li um poema de Pio Vargas, poeta de Goiás, morto em 1991. No poema a coisa múltipla da natureza que só tem na mulher. Assim, chamei ao palco a representante da conexão Juiz de Fora – Genebra, Prisca Agustoni. A poeta suiça fez sua terceira apresentação conosco. Sempre irradiando simpatia e com poemas do livro A morsa, Prisca finalizou com beleza o set dos convidados.

Prisca Agustoni. Foto: Tiago Rattes de Andrade.
Antes do microfone aberto, li ainda “Urubu”, a personificação em versos de nosso parceiro André Capilé. Mesmo ausente no corpo, ele chega na fala e cai na graça do povo. 

Geral. Foto: Tiago Rattes de Andrade.

Assim, após um breve intervalo, veio o microfone aberto com a apresentação de Tiago Rattes de Andrade. O segundo tempo contou com leituras bem bacanas como as do próprio Tiago, que fez sua sequência com Ezra Pound, Domingo Guimaraens e “espelho”,  grande texto de autoria do próprio. Entre as performances inscritas,  a de Laura Assis contou com uma bela leitura de “método: depoimento”, poema do poeta gaúcho Diego Grando, que já passou pelo Eco. 

A sensação que ficou foi boa e no próximo mês o aniversário de cinco anos de Eco! Aguardem!


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Considerações póstumas sobre o Corredor Cultural



Corredor polonês deve ser algo frio, deve ser algo para dar a cara a tapa. Assim, senti o outro corredor, o “Cultural”, promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora e do qual o Eco fez parte, como uma das atrações juizforanas.




O espaço reservado nas escadas do Cine Theatro Central, ficou reservado. Fizemos parte do “Chá com poesia”, contando também com o jazz do “Triunvirato” e a viola de Fabrício Conde. Como não poderia deixar de ser, algumas personas mais animadas ali estavam, quase uma comunhão familiar regada à chá de gengibre e biscoitinhos. Era frio o dia e o público da cidade se diluiu entre as muitas atrações agendadas para o horário, como o bloco da “Orquestra Voadora” que passou ao longe, descendo o calçadão da Halfeld. Uma caravana sem poeira, com foliões.



Começamos as atividades da poesia: Anelise Freitas, Pedro Paiva, Tiago Rattes, Anderson Pires e eu. Certamente havia o que dizer.


Um camarada que passava achou que havia o que dançar com nossas poesias e sons. Causou e bailou de estrofe em estrofe. Alívio e risos do público. Segundo Tiago, a prefeitura contrata esses caras para fazer performances. Concordo, reiterando que é sempre bom destacar os artistas de dentro da cidade, apesar de alguns pensarem o contrário.




Feitas as leituras, crianças recolhidas, malas feitas, partiu para outro canto. Afinal, após dar a cara a tapa, importante também é se divertir.


sábado, 4 de junho de 2011

Efeito CEP

A partir de hoje vamos começar a publicar posts relacionados às várias atividades do Eco nas semanas que acabaram de passar. CEP 20.000, Corredor Cultural, edição especial de aniversário... foram dias intensos e muitas coisas que aconteceram merecem registro. Começamos então hoje com um texto de Tiago Rattes sobre a nossa participação no CEP 20000, evento de poesias mais importante do país.

*

Relatos de uma viagem


Às 16 horas do dia 25 último, a trupe do Eco Performances Poéticas caiu na estrada pra ultrapassar os 180 km que separam Juiz de Fora da cidade maravilhosa. On the Road, um espírito beat em ritmo e euforia de excursão escolar.
Destino: o CEP20000. Como vocês sabem, havíamos sido convidados para uma leitura de nossa produção. Nossa estréia em solo carioca. Lá fomos deixar nosso cartão de visita, conhecer o evento e toda turma.
Friozinhos de serra, e  retenções de Linha Vermelha à parte, lá chegamos, são e salvos para a contenda poética, recebidos com carinho por um de nossos anfitriões, Lucas Viriato, editor do jornal Plástico Bolha.
O CEP20000, além de celeiro da poesia, funciona como uma exposição de arte variada. Música, cinema, dentre outras modalidades, que se revezam diante um público variado e atento.
E lá fomos nós. Um a um, fizemos nossas leituras, combinadas com a trilha sonora cuidadosamente preparada por nosso maestro Pedro Paiva. O primeiro momento, claro, sempre esbarra num grau de ansiedade misturada com a felicidade de estar presente, compartilhando nosso trabalho com uma moçada nova, mas nem por isso deixou de ser forte, intenso.
Entre versos, canções e aplausos a coisa fluiu. Sentimos uma recepção muito positiva do público carioca, e um grande carinho de nossos anfitriões, Lucas Viriato e Chacal. Uma sensação de dever cumprido, nessa batalha de tentar promover um intercâmbio poético. E também uma espécie de presente de aniversário nestes três anos de Eco Performances Poéticas.
Mas essa é uma história que queremos estar apenas começando. Até!

*

Durante toda a viagem para o Rio, as lentes de Thais Thomaz não só fotografaram,  mas também filmaram. Luiz Fernando Priamo também empunhou a câmera e captou várias imagens da nossa incursão carioca, que depois foram editadas por ele e por Daniel Couto (a.k.a Catatau) dando origem ao mini-doc "Eco Performances Poéticas no CEP 20000" que você pode assistir aqui:




Bom, e ainda não acabou. Acompanhe o blog para ler também os relatos de outros membros do Eco, além de rever ou saber como foi a nossa participação no Corredor Cultural e a edição especial de aniversário de três anos do Eco.
Siga o Eco no Twitter, curta o Eco no Facebook e volte sempre. 

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eco Performances Poéticas no Corredor Cultural



Na terceira edição do Corredor Cultural de Juiz de Fora, o Eco Performances Poéticas está mais uma vez convocado para agitar a cidade e prepara um set comemorativo. Como parte da celebração do quarto ano de atividades do grupo, uma seleção de poemas foi feita para que o povo juizforano saia um pouco do ordinário do dia a dia.

A participação será no momento “Chá com Poesia”. Está marcada para as 16h do sábado, dia 28 de maio, na Praça João Pessoa, em frente ao Cine Theatro Central. Além do Eco, fazem parte do cardápio TriunVirato e Fabrício Conde.

O maestro do Eco, Pedro Paiva, ainda vai se apresentar com o projeto Vinil É Arte, às 24h, também dia 28, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Não ousem perder!

Livros serão trocados, poesias distribuídas, enfim, confira aqui toda a programação do Corredor Cultural aqui!
Esperamos vocês lá!

domingo, 22 de maio de 2011

Ecoando em terras cariocas



Nesta quarta-feira, 25 de maio, nós do Eco Performances Poéticas desembarcamos no Rio de Janeiro para participar do CEP 20000.

O CEP 20000 é um dos mais importantes e tradicionais eventos de poesia do Brasil, tendo como seu anfitrião o poeta múltiplo, Chacal. Há 20 anos é um espaço de difusão, exposição, amplificação, e ressonância da poesia e de outras formas de arte no Rio de Janeiro. Acontece toda última quarta do mês, no Espaço Cultural Sérgio Porto, no bairro de Humaitá.

Dentro do CEP20000, um dos quadros, símbolo da permanente renovação do evento, é o espaço do jornal Plástico Bolha, onde estaremos nós do Eco. O convite foi oficializado por um dos editores do Plástico, o poeta Lucas Viriato, que já esteve em JF, marcando presença no Eco.

Nesta quarta, a trupe vai ecoar em terras cariocas, no ritmo da excursão. Escalados: Anelise Freitas, Luiz Fernando Priamo, Laura Assis, Larissa Andrioli, Tiago Rattes e nosso maestro das pick-ups, Pedro Paiva. Participa também nosso querido André Capilé, fundador do Eco e figura fundamental na ponte poética entre Rio e JF. Contamos ainda com o apoio da fotógrafa Thais Thomaz, que tem feito um belo trabalho de registro do Eco.

A expectativa é a melhor possível. Ao Rio, em versos e ritmo!



PROGRAMAÇÃO:


CINECURTA CEP:
Pretinho Babylon, de Emílio Domingos e Cavi Borges

POESIA:
Romã Neptune, André Pessoa, Gregório Duvivier, Ismar Tirelli Neto,
Leonardo Marona e a participação dos poetas da oficina Farani Cinco Três!

ESPECIAL DE JUIZ DE FORA:
Eco Performances Poéticas - a missão!
com: André Capilé, Anelise Freitas, Larissa Andrioli, Laura Assis,
Lucas Viriato, Luiz Fernando Priamo, Tiago Rattes de Andrade,
Thais Thomaz (fotos) e Pedro Paiva (som)
(ecopoetico.blogspot.com)

MÚSICA:

Dimitri BR: voz e cavaquinho
(diahum.blogspot.com)
+
Os Siderais
+
Show da banda DeLírios Tropicais
(myspace.com/deliriostropicais)


Blog do Plástico Bolha: jornalplasticobolha.blogspot.com


(R$ 5,00)

domingo, 1 de maio de 2011

Várias faces que ecoam

Texto: Tiago Rattes
Fotos: Thais Thomaz


A frase do poeta e professor Anderson Pires, na minha opinião, define o Eco Performances Poéticas: “tirar a poesia do gabinete”. Quebrar o clima “solene” do sarau, e expor a poesia em sua expressão mais performática.


Um dos fundadores do Eco, o poeta e mestrando em Literatura na PUC-RJ, André de Freitas, o Capilé, costuma definir os desafios do evento em dois estágios: em primeiro, ao trazer os convidados e convidadas, e abrir espaço para o microfone aberto, mapeia-se a cena local. Podemos conhecer quem escreve, quem se pretende poeta, quem percorre caminhos já avançados. Num segundo momento, a tarefa do Eco é buscar um diálogo sobre a produção. Circular, criticar, analisar, debater. Para além da condescendência do aplauso, esse é um elemento fundamental para que os autores possam ter olhares diferentes sobre sua própria produção.

O evento configura-se também como espaço de encontro de artistas e não-artistas, onde a interação e o bate-papo – com uma cervejinha – funciona também como momento privilegiado de trocas entre as diversas expressões artísticas que pintam pelos quatro cantos da cidade. É importante circular, encontrar, dialogar, com seus pares ou não-pares.



O Eco, em seu ano IV, continua com vigor. Buscamos antes de tudo a manutenção da idéia básica do evento, mas abrindo espaço para experiências que possam permitir aos autores, ainda mais a interação com as diversas faces da poesia nova, que se constrói, e com o cânone estabelecido, que é fonte da boa e necessária para quem quer fazer poesia.