Todo mundo que passou pelo Eco de agosto sabe que a edição foi emblemática. Com a participação dos poetas Juliana Gervason e Filipe Rufato, a galera do Encontro de MC's fez o Mezcla inteiro IR NO FLOW! Então se liga nesse vídeo lindo que o Lucian Fernandes fez, registrando alguns dos momentos mais legais do evento:
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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
sábado, 28 de abril de 2012
Como foi o Eco de abril
Texto: Anelise Freitas, Laura Assis e Luiz Fernando Priamo
Abril já está quase chegando ao fim e daqui a pouco já está na hora de mais um Eco. Muito em breve a programação de maio estará no ar, mas enquanto isso vamos contar aqui o que rolou na última edição.
Bom, quem esteve por lá com certeza notou a ausência de Pedro Paiva, o homem por trás das pickups. Ele de fato não pode comparecer, mas mandou um substituto: jogando nas onze, o poeta Tiago Rattes foi o responsável pela trilha sonora da edição de abril, trilha essa que você pode conferir dando play logo abaixo:
"Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,/onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo./Praticas laboriosamente os gestos universais,/sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual". Foram esses versos, do arrebatador "Elegia 1938" de Carlos Drummond de Andrade, os escolhidos pela apresentadora da noite para abrir a edição de abril. A poeta Anelise Freitas, autora de Vaca contemplativa em terreno baldio (Aquela Editora, 2011), foi a responsável por fazer as honras da casa, apresentando e chamando ao palco os convidados do elenco.
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| Anelise Freitas. Foto: Laura Assis. |
O primeiro convidado foi Carlos Magno Rodrigues (conhecido no meio como “Létes”) que já no nome possui força imperial. Ele levou para o Eco a vídeo-performance Eu, Caio (uma parceria sua com o Coletivo Kinoia). Durante o vídeo, Létes interage com seu próprio subconsciente e com as cenas do vídeo, atrelando artes cênicas, plásticas e artes visuais. Chegando ao Espaço Mezcla o artivista estava um pouco nervoso, mas, assim que assumiu sua primeira apresentação no evento, logo mostrou a potencialidade da performance.
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| "Eu, Caio". Foto: Laura Assis. |
Fred Spada foi o segundo a se apresentar. O poeta, que participou pela segunda vez do Eco, leu poemas de seu livro de estréia, Arqueologias do olhar (FUNALFA, 2011), como "Multilíngue" ("Palavra contida,/o silêncio fala/em todas as línguas.") e "Pessach" ("Nas palavras/me afogo –/e reinvento o respirar."). O livro do Fred ficou à venda na banquinha durante o evento, mas quem não esteve lá também pode adquirir seu exemplar através do email arqueologiasdoolhar@gmail.com
| Fred Spada. Foto: Laura Assis. |
Encerrando o set dos convidados, Felipe Moratori, figura conhecida do teatro juizforano, tanto na autoria de peças como nas atuações, apresentou ao público a leitura do conto “O Porão”. O texto foi escrito em 2011 por Moratori como parte do módulo avançado do curso de teatro do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. O resultado do texto e de outras experiências do curso foi o espetáculo “Os aplanadores de assoalho”. A performance teve uma duração pequena, porém, o impacto do texto é inversamente proporcional ao tempo, que se perdeu nesse caso. Um trecho:
“Nasceu no porão. Os lobos de estimação conferiram, com seus focinhos úmidos, se o recém-nascido veio com todos os seus dedinhos. Quase canina, a mãe procurava reconhecer o próprio rosto no reflexo do lodo sobre o chão, o que só era possível nas poucas vezes que a porta acima se abria, trazendo presentes iluminados para a criança. Naquela casa de lobos, as mães precisavam de rostos bem definidos, pois todos os filhos tinham grande dificuldade em reconhecer as expressões das faces.”
| Felipe Moratori. Foto: Larissa Andrioli. |
O Microfone Aberto, apresentado por Luiz Fernando Priamo, foi bastante disputado, como de costume. Vários poetas se inscreveram e subiram no palco do Mezcla para mostrar seus versos. Quem esteve por lá curtiu uma noite com arte, poesia, livros, música, cerveja e diversão, programa certo em JF na nossa já tradicional primeira quinta-feira do mês.
Mas peraí... como assim você perdeu? Calma, não precisa chorar. Semana que vem tem mais! E já deixamos avisado também para quem esteve por lá e quer voltar: dia 03 de maio, a partir das 20h, o Eco Performances Poéticas realiza mais uma edição lá no Mezcla. Adiantamos que teremos a volta de uma grande poeta que já marcou presença em duas edições anteriores, além de uma estreante que promete e de um projeto com muito ritmo e melodia. Fique de olho no nosso blog e nas redes sociais, daqui a pouco sai a programação.
Mas peraí... como assim você perdeu? Calma, não precisa chorar. Semana que vem tem mais! E já deixamos avisado também para quem esteve por lá e quer voltar: dia 03 de maio, a partir das 20h, o Eco Performances Poéticas realiza mais uma edição lá no Mezcla. Adiantamos que teremos a volta de uma grande poeta que já marcou presença em duas edições anteriores, além de uma estreante que promete e de um projeto com muito ritmo e melodia. Fique de olho no nosso blog e nas redes sociais, daqui a pouco sai a programação.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Vídeos da edição de maio
Já faz um tempinho que procuramos filmar algumas das leituras que rolam no Eco. No nosso canal no YouTube você encontra mais de 60 vídeos do evento. Hoje viemos destacar aqui no blog dois dos vídeos da última edição do Eco, que aconteceu no dia 05 de maio.
Primeiro você pode assistir Anelise Freitas e sua leitura de "primícias", com direito a dedicatória especial para o poeta carioca Lucas Viriato, editor do jornal Plástico Bolha, e pulinho comemorativo no final:
E em seguida Anderson Pires com o belo e certeiro "Quando a alma castiga o corpo", em uma grande leitura, arrematada ao final pela trilha sonora precisa de Pedro Paiva:
Anelise e Anderson foram os dois convidados do elenco da edição de maio, mas além deles muitos outros poetas subiram no palco do Eco. No YouTube você pode conferir, por exemplo, as leituras de André Capilé e Laura Assis no microfone aberto, além de muitas outras leituras que estão arquivadas por lá desde o início do ano passado. Vale tanto para quem perdeu como para quem viu e quer rever.
Não se esqueça que mês que vem tem mais Eco e, enquanto a primeira semana de junho não chega, você pode (e deve) ir acompanhando as novidades por aqui e pelo twitter (@ecopoetico).
quarta-feira, 13 de abril de 2011
A música que ecoa nos eventos
Texto: Pedro Paiva
Foto: Thais Thomaz
Foto: Thais Thomaz
A seleção dos trechos é um conjunto de referências e descobertas, a apresentação uma troca de experiências entre o ritmo da palavra e o do som. Pode ser um tema de Isaac Ayes, um pancadão, Dub, distorção dos anos 60 ou o mais refinado arranjo de Quincy Jones. Por outro lado, não deixa de ser uma brincadeira, um improviso, provocação ou forma de dizer algo.
A música que ecoa no evento vem receber seus convidados em nome da mais ilustre anfitriã, a poesia. Música e poesia se propondo enxurrada, mas escolhendo como caminho os poros.
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