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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Edição de dezembro do Eco Performances Poéticas




T.S. Eliot que nos perdoe, mas com certeza o mais cruel dos meses é dezembro. Fim de ano, jingle bells, correria, músicas da Simone, lojas transbordando, amigo-oculto... mas para começar bem esse mês caótico, nada melhor do que a última edição do ano do Eco Performances Poéticas, que promete ser um ótimo presente para os seguidores da poesia.

Sempre com o compromisso de dar espaço para novos autores, nessa edição teremos um estreante no elenco do Eco. Apesar de já ter lido no microfone aberto, essa é a primeira vez que o nome do poeta Renan Duarte aparece no rol dos convidados.

André Capilé é nome mais que conhecido para quem acompanha o Eco e a cena literária de Juiz de Fora. Um dos idealizadores do evento, André aparece dessa vez muito bem acompanhado de sua mais nova cria, o livro "rapace".

E dando continuidade a uma ideia mais que feliz surgida em agosto desse ano, mais uma vez teremos a honra de abrir espaço para o pessoal do rap, que virá muito bem representado pelo grupo Contágio, formado por MC Doidan, MC Oldi, Mc Falcão e Bernardinho.



O resto você já sabem: maestro Pedro Paiva comanda as pickups, a listinha do microfone aberto espera ansiosamente pelo seu nome e a banquinha de livros traz o que a poesia contemporânea está produzindo de melhor a preços mais que convidativos. 

Então está marcado? Dia 06 de dezembro, a partir das 20h, no Espaço Mezcla (Rua Benjamin Constant, 720. Centro-JF). E a entrada é grátis, como sempre :)

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Sobre a edição de Novembro



Texto: René Eberle Rocha
Fotos: Luiz Fernando Priamo

Chega mais um novembro nessas paragens, o ambiente aponta para mais uma edição do Eco Performances Poéticas. Como sempre um evento muito bem frequentado por almas bem dispostas.


Como vem ocorrendo nas últimas edições, uma renovação do certame com estreias, surpresas e muita poesia – (as pessoas iam se ajeitando em suas cadeiras, seus espaços em pé, na arquibancada poética) - percebi uma aura boa logo na entrada, apontando para o cume de minha expectativa, algumas folhas de A4 com rabiscos, muito bem acompanhado e uma long neck na mão.


Para começar os trabalhos, tive o prazer de estrear a noite como convidado (este indivíduo, que vos fala em terceira pessoa , já frequentador assíduo do microfone aberto René Eberle, expondo seus poemas pela primeira vez ao público). Consta nos autos, minha estreia como poeta, “humildemente falando”.


Na sequência tivemos o já conhecido Demetrius Lopes, que além da leitura de seus poemas, abriu espaço para obras de amigos e colaboradores, proporcionando ao público presente, performances únicas, com a participação ilustre de Flávio Abreu conquistando aplausos com leituras instigantes, lindamente teatralizadas.


Em seguida a exibição de vídeos poemas, um toque cada vez mais presente nas edições do Eco. Tudo isso sempre muito bem acompanhado do discotecário Pedro Paiva, discotecando antes, durante e após, embalando o ritmo das performances.


Fechando a noite lindamente, tivemos o microfone aberto, espaço essencial, melhor dizendo: fundamental para existência do Eco, com nomes conhecidos e rostos novos, adocicando expectativas para as próximas edições.


Novembro demorou, veio e já está passando. Esta edição do ECO vai ficar na memória dos presentes, agora é contemplar os dias e esperar a edição de dezembro. O que nos espera? E não precisa pagar para ver.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Não existe razão para essas memórias deixarem de existir"


Todo mundo que passou pelo Eco de agosto sabe que a edição foi emblemática. Com a participação dos poetas Juliana Gervason e Filipe Rufato, a galera do Encontro de MC's fez o Mezcla inteiro IR NO FLOW! Então se liga nesse vídeo lindo que o Lucian Fernandes fez, registrando alguns dos momentos mais legais do evento:


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Fotos do Eco de setembro

A edição de setembro do Eco rendeu belas imagens e compilamos algumas delas aqui. Todas foram feitas pelas lentes da fotógrafa Paula Duarte, a quem muito agradecemos.












quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Edição de setembro do Eco



Neste mês de setembro o Eco tardou, mas não vai falhar. No dia 13, próxima quinta-feira, lá estaremos, tirando a poesia do gabinete e arrastando-a para o palco do Mezcla, como de costume.

No elenco de convidados, dois poetas irão comparecer especialmente para nos mostrar suas novas crias: Alexandre Faria chega acompanhado de seu "Lágrima palhaça", lançado esse ano pela Aquela Editora e Julio Satyro leva debaixo do braço os versos de "Balbucio", que saiu mês passado com apoio da Lei Murilo Mendes. E, para completar, um estreante: o escritor Darlan Lula, autor dos romances "Viera Tarde" (Nankin/Funalfa) e "Desvios" (7letras/Funalfa), que participa pela primeira vez do Eco.

As pickups de Pedro Paiva seguem afinadíssimas como sempre, apresentando o melhor do vinil para embalar a noite, que será registrada pelas lentes da fotógrafa Paula Duarte.

Não podemos nos esquecer do Microfone Aberto (já sabe o que vai ler? separe aí!) e da banquinha de livros, com o melhor da poesia contemporânea independente ao alcance do seu bolso.

E a entrada é grátis, claro. Nos vemos lá?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Sobre a edição de agosto


Texto: Tiago Rattes
Fotos: Ana Cláudia Ferreira

Casa lotada para a edição de agosto do Eco Performances Poéticas. Uma noite especial de estréias e surpresas das melhores compuseram um clima de poesia e flow na presença de nada mais nada menos que 153 pessoas.

Filipe Rufato, diretamente de Ubá, propiciou uma bela leitura de seus poemas. Seguido da também estreante Juliana Gervason, de Juiz de Fora.

A despeito da estréia, uma sequência de leituras que mobilizou e tomou a atenção dos presentes.

Na sequência uma nova parceria: a presença da rapaziada do Encontro de MC’s, evento que vem se consagrando em Juiz de Fora no último período. Representando na sequência, os MC’s Oldi, Marcelo Fernandes, Telin e Doidan contaram com o apoio do Maestro Pedro Paiva nas bases.  E a banca presente contribuiu. Diversos MC’s presentes participaram e a casa da poesia ganhou ritmo.

Encontro histórico, público recorde.

Na sequência, antes do microfone aberto nosso discotecário Pedro Paiva presenteou a rapaziada com a belíssima Angola Mix-Tape.

Quem viveu, viu. Segue a saga e a missão de tirar a poesia do gabinete toda primeira quinta do mês.










segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eco no Labirinto Poético

Texto: Anelise Freitas

Quem imagina que durante o período de férias de inverno o Eco - Performances Poéticas ficou hibernando, está muito enganado. Ao contrário: meditamos novas formas de tocar esse grupo e viajamos na “caravana da poesia”. Mais uma vez estivemos na cidade maravilhosa, agora no novo evento tocado pelo amigo-poeta Lucas Viriato, o Labirinto Poético.

No caminho. Foto: Anelise Freitas.
Luiz Fernando "Mirabel" Priamo lendo. Foto: André Medeiros.
O evento, que tem um formato bem semelhante ao Eco, é uma realização da Coordenação de Arte e Educação, Livro e Leitura da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, com curadoria de Lucas Viriato, e acontece desde abril de 2012.  Enquanto o público bebia algumas cervejas, um artista plástico pintava um quadro no meio no pátio do centro cultural e nós líamos algumas de nossas poesias.

 Anderson e os"Trovadores elétricos". Foto: André Medeiros. 
Pedro Paiva, maestro. Foto: André Medeiros.

Partimos – Laura Assis, Anelise Freitas, Tiago Rattes, Anderson Pires e Pedro Paiva, mais o pessoal da Um Conto - revista de literatura, Tassiana Frank, Danilo Lovisi e Otávio Campos, e da Aquela Editora – na tarde do dia 30 de Junho, rumo ao Centro Municipal de Artes Calouste Gulbenkian, no centro da cidade, de onde era possível ver o sambódromo. Como sempre a viagem foi muito bem humorada e na volta – já com Luiz Fernando Priamo, nosso Mirabel, a bordo – estávamos cansados e dorminhocos. O Rio de Janeiro virou um clubinho da esquina, com poesia, música, fanzine, André Capilé e Alexandre Faria (que na ocasião fazia o pré-lançamento de seu livro, Lágrima Palhaça).

Leitura do Tiago Rattes. Foto: André Medeiros.
Leitura do André Capilé. Foto: André Medeiros. 

Essa, como todas as outras viagens na rota da poesia, nos impulsiona a querer fazer sempre mais, de novo, sem parar. Tentamos sempre viajar como um time de futebol, concentrado e menos como uma banda de rock – embora pareçamos mais um circo, admito. Que venha sempre mais, do mesmo, diferente, porque como diz nosso eterno André Capilé – companheiro na/da poesia – “é tudo nosso”! 

Laura Assis e Anelise Freitas. Foto: Larissa Andrioli. 

Um Conto e Aquela Editora. Foto: Edmon Neto.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Edição de agosto do Eco


Depois de merecidas férias o Eco está de volta e, para comemorar o retorno, a edição de agosto vai trazer uma seleção imperdível de convidados e atrações que vão inaugurar com muito estilo o segundo semestre de 2012.

Para começar, o clássico elenco de poetas conta com dois estreantes no palco do Eco: Juliana Gervason e Filipe Rufato.

E inaugurando a parceria com o pessoal do Encontro de MC’s, os rappers Oldi, Marcelo Fernandes, Telin e Doidan vão garantir que a edição de agosto do Eco seja tomada pelo ritmo e poesia do improviso. 

Teremos ainda o lançamento da mixtape Angola Vinil é Arte, com uma seleção de compactos 7" e LP 12" de músicas angolanas feita pelo discotecário Pedro Paiva.

E o tão aguardado microfone aberto, quando você (sim, você!) sobe ao palco para ler seus textos ou os textos de quem você quiser. 

Então não vai perder: quinta-feira, 02 de agosto, a partir das 20 horas, no Mezcla (Rua Benjamin Constant, 720. Centro - JF).
Entrada grátis.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Juiz de Fora - História Lírica

Texto e vídeo: Fred Spada

Em maio passado, fui convidado pelo poeta Wilmar Silva a participar do projeto Terças Poéticas, em Belo Horizonte, em que não apenas lançaria meu livro, Arqueologias do olhar, mas também, como de praxe, deveria prestar homenagem a outro poeta. Wilmar, em vez disso, propôs-me homenagear não um escritor, mas as “poéticas de Juiz de Fora”: daí, então, a ideia de colher os depoimentos, apresentando parte da história literária da cidade a partir de quem a faz, a escolha dos nomes tendo sido a mais natural possível – poetas que admiro e cuja poesia leio avidamente. O título inspira-se num livro de 1926: Juiz de Fora, poema lyrico, do belo-horizontino Austen Amaro, primo de Carlos Drummond de Andrade. A gravação e a edição dos vídeos, feitas de maneira bastante amadora, não demoraram mais do que uma semana.
“Juiz de Fora – História lírica” é uma série de cinco depoimentos de poetas da cidade, contando um pouco do percurso poético de nossas letras desde meados dos anos 1970, quando surge, no antigo Colégio Magister, o folheto “Poesia”, organizado pelo professor e poeta Gilvan Procópio Ribeiro e alguns de seus alunos, entre eles José Henrique da Cruz, o Mutum. Relembra, em seguida, os anos 1980, com os depoimentos de Edimilson de Almeida Pereira e Fernando Fábio Fiorese Furtado, integrantes de dois outros importantes movimentos literários, Abre Alas e D’Lira. Prisca Agustoni, por sua vez, comenta sobre a antologia de poesia mineira que organizou, publicada em Portugal pelas Edições Pasárgada, em 2008, Oiro de Minas: a nova poesia das Gerais, em que inclui cinco poetas ligados a Juiz de Fora, e, por fim, Anderson Pires fala da atual cena literária da cidade, desde a publicação da antologia Livro de sete faces: sete poetas em diálogo, organizada por Elza de Sá Nogueira e Érika Kelmer Mathias (Nankin/Funalfa, 2006), até a fundação do Eco Performances Poéticas, da Aquela Editora e da revista Um Conto, que vêm congregando uma novíssima geração de autores. Além disso, claro, cada participante comenta sobre seu fazer poético, encerrando o depoimento com a leitura de um poema.
Infelizmente, não consegui exibir os vídeos em BH, em virtude do tempo (totalizam quase 40 minutos), mas a internet leva-os além. E, para o futuro, já planejo novos depoimentos– aguardem!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Hoje tem Eco no Rio

Daqui a algumas horas estaremos chegando no Rio de Janeiro. E a partir das 19h estaremos no Centro de Artes Calouste Gulbenkian (Rua Benedito Hipólito 125, Praça XI) participando do Labirinto Poético
Abaixo você confere a matéria que saiu na Tribuna de Minas falando sobre nossa ida ao evento. Clique na imagem para ampliar.


terça-feira, 26 de junho de 2012

Eco Performances Poéticas no Labirinto Poético!

Novamente aportando no Rio de Janeiro, o Eco Performances Poéticas vai participar do Labirinto Poético! E, na parceria de sempre, a Aquela Editora e a Revista Um Conto seguem o caminho do mar conosco.


Vai rolar:


Eco Performances Poéticas (JF)
Revista Um Conto (JF)
Aquela Editora (JF)
Adriana Maciel
Fred Müller
Festa Makula
Túlio Oliveira
Jornal Plástico Bolha
Editora Cobogó
Revista Peixe Fora D'Água
Microfone Aberto
e muito mais!


30 de Junho, sábado.
19h às 22:30h
Centro de Artes Calouste Gulbenkian
Rua Benedito Hipólito 125, Praça XI
Centro. Rio de Janeiro.


EVENTO GRATUITO!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sobre o Eco de junho

Texto: Knorr


Em 7 de junho de 2012 o Eco comemorou seus primeiros quatro anos de existência. Eu sei como é isso, tenho um filho quase que com a mesma idade. São várias descobertas, questionamentos, a busca por uma linguagem própria, a trincheira do choro, uma recusa em crescer e ao mesmo tempo uma vontade enorme de ser grande. O melhor é conviver com isso, deixar o tempo rolar, e ouvir as broncas e os direcionamentos que aparecem em todos os lugares. Com o Eco não é diferente. Tá certo, não é um ser humano, mas trabalha (e fundo e bem fundo) para que quem dele participa, de alguma forma, seja mais humano. Poesia é ser humano.

O público. Foto: Laura Assis.
Banquinha. Foto: Laura Assis.
Anderson Pires. Foto: Larissa Andrioli.

A edição de junho, por acaso e feliz (ou infeliz) coincidência do calendário caiu justamente num início de feriado prolongado, numa quinta-feira chuvosa e fria e coincidindo com a greve da universidade federal. Tinha tudo pra não dar certo. Fracasso anunciado. Mas não. O que se viu foi um Mezcla lotado, com um público participativo e cada vez mais se interando desse duro ofício incoerente de se fazer poesia. Um a um, os fundadores e ativistas do movimento fizeram suas leituras e eu tive o prazer de ter sido convidado por eles para pré-lançar o meu livro que, aliás, foi concretizado e redescoberto graças a um convite feito por esses novos amigos há pouco mais de um ano. O clima estava tão aconchegante que até me arrisquei a colocar pra fora um desejo antigo, de falar um poema tendo como base um groove de hip-hop. E não é que deu certo?! 

Knorr. Foto: Larissa Andrioli.

Luiz Fernando Priamo. Foto: Larissa Andrioli.
André Capilé. Foto: Larissa Andrioli. 

O Eco é isso, é o concreto de todos esses sonhos poéticos que esses (me incluo aqui...) loucos por palavras deliram durante sua existência. Então, pra quem ainda não tem filho, ou pra quem ainda não teve a oportunidade de ir a uma edição do Eco, fica a dica: guardadas as devidas proporções, são duas experiências de geração, parto, afeto e carinho inigualáveis.

Anelise Freitas. Foto: Larissa Andrioli.

Vinil. Foto: Larissa Andrioli.
Sorteio! Foto: Laura Assis.

Até a edição de agosto. Evoé, Eco!!!

sábado, 28 de abril de 2012

Como foi o Eco de abril


Texto: Anelise Freitas, Laura Assis e Luiz Fernando Priamo

Abril já está quase chegando ao fim e daqui a pouco já está na hora de mais um Eco. Muito em breve a programação de maio estará no ar, mas enquanto isso vamos contar aqui o que rolou na última edição.

Bom, quem esteve por lá com certeza notou a ausência de Pedro Paiva, o homem por trás das pickups. Ele de fato não pode comparecer, mas mandou um substituto: jogando nas onze, o poeta Tiago Rattes foi o responsável pela trilha sonora da edição de abril, trilha essa que você pode conferir dando play logo abaixo:




"Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,/onde as formas e as ações não encerram nenhum exemplo./Praticas laboriosamente os gestos universais,/sentes  calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual". Foram esses versos, do arrebatador "Elegia 1938" de Carlos Drummond de Andrade, os escolhidos pela apresentadora da noite para abrir a edição de abril. A poeta Anelise Freitas, autora de Vaca contemplativa em terreno baldio (Aquela Editora, 2011), foi a responsável por fazer as honras da casa, apresentando e chamando ao palco os convidados do elenco. 

Anelise Freitas. Foto: Laura Assis.


O primeiro convidado foi Carlos Magno Rodrigues (conhecido no meio como “Létes”) que já no nome possui força imperial. Ele levou para o Eco a vídeo-performance Eu, Caio (uma parceria sua com o Coletivo Kinoia). Durante o vídeo, Létes interage com seu próprio subconsciente e com as cenas do vídeo, atrelando artes cênicas, plásticas e artes visuais. Chegando ao Espaço Mezcla o artivista estava um pouco nervoso, mas, assim que assumiu sua primeira apresentação no evento, logo mostrou a potencialidade da performance.

"Eu, Caio". Foto: Laura Assis.

Fred Spada foi o segundo a se apresentar. O poeta, que participou pela segunda vez do Eco, leu poemas de seu livro de estréia, Arqueologias do olhar (FUNALFA, 2011), como "Multilíngue" ("Palavra contida,/o silêncio fala/em todas as línguas.") e "Pessach" ("Nas palavras/me afogo –/e reinvento o respirar."). O livro do Fred ficou à venda na banquinha durante o evento, mas quem não esteve lá também pode adquirir seu exemplar através do email arqueologiasdoolhar@gmail.com 


Fred Spada. Foto: Laura Assis.

Encerrando o set dos convidados, Felipe Moratori, figura conhecida do teatro juizforano, tanto na autoria de peças como nas atuações, apresentou ao público a leitura do conto “O Porão”. O texto foi escrito em 2011 por Moratori como parte do módulo avançado do curso de teatro do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. O resultado do texto e de outras experiências do curso foi o espetáculo “Os aplanadores de assoalho”. A performance teve uma duração pequena, porém, o impacto do texto é inversamente proporcional ao tempo, que se perdeu nesse caso. Um trecho:

Nasceu no  porão.  Os  lobos  de  estimação  conferiram,  com  seus  focinhos  úmidos,  se  o recém-nascido  veio  com  todos  os  seus  dedinhos.  Quase  canina,  a  mãe  procurava reconhecer  o  próprio  rosto  no  reflexo  do  lodo  sobre  o  chão,  o  que  só  era  possível  nas poucas vezes que a porta acima se abria, trazendo presentes iluminados para a criança. Naquela casa de lobos, as mães precisavam de rostos bem definidos, pois todos os filhos tinham grande dificuldade em reconhecer as expressões das faces.”

Felipe Moratori. Foto: Larissa Andrioli.

O Microfone Aberto, apresentado por Luiz Fernando Priamo, foi bastante disputado, como de costume. Vários poetas se inscreveram e subiram no palco do Mezcla para mostrar seus versos. Quem esteve por lá curtiu uma noite com arte, poesia, livros, música, cerveja e diversão, programa certo em JF na nossa já tradicional primeira quinta-feira do mês.


Mas peraí... como assim você perdeu? Calma, não precisa chorar. Semana que vem tem mais!  E já deixamos avisado também para quem esteve por lá e quer voltar: dia 03 de maio, a partir das 20h, o Eco Performances Poéticas realiza mais uma edição lá no Mezcla. Adiantamos que teremos a volta de uma grande poeta que já marcou presença em duas edições anteriores, além de uma estreante que promete e de um projeto com muito ritmo e melodia. Fique de olho no nosso blog e nas redes sociais, daqui a pouco sai a programação.