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sábado, 26 de julho de 2014

A edição de aniversário do Eco

No dia 27 de junho de 2014 o Eco comemorou seus 6 anos de existência com uma edição especial na Liberdade Livraria. No elenco: Luiz Fernando Priamo, Elza de Sá Nogueira, André Monteiro e João Victor Costa Medeiros. Trilha sonora por conta de Otávio Campos e recorde de inscritos no microfone aberto. Convidamos um dos poetas do elenco, o João Victor, para escrever sobre a experiência dele de ler no Eco. Confira o texto dele e também algumas fotos do evento. O álbum completo está na nossa página no Facebook.



João e o Eco
por João Victor Costa Medeiros

Pensando com meus alter-egos, eu percebi que minha relação com o Eco foi como quando você gosta demais de uma mulher, mas não tem coragem de se aproximar, até que um dia, acontece.

(A partir daqui vamos tratar o Eco como “ela” haha)

Eu sempre soube dos eventos que ocorriam no MAM, observava-os sempre à distância, queria ter o contato, mas nunca tomava uma atitude... Talvez por insegurança, ou por não me achar tão atrativo para ela. Até que, neste ano, houve uma intervenção do Eco no colégio João XXIII, e eu senti que a tal “garota” estava se aproximando de mim aos poucos, o que me cobrava dar algum passo em relação a isso. Um primeiro contato tímido, recitei alguns poucos poemas que nem meus eram, porém disse uma frase de efeito, mostrando que eu teria mais a oferecer, deixando-a mais curiosa sobre mim. Até que surgiu o convite para me apresentar em uma edição tradicional do Eco, e como a iniciativa foi dela, eu não poderia recusar. Fui me encontrar com ela, com todo o nervosismo possível, mas ao mesmo tempo lúcido de que eu era bom o bastante apesar de ser uma mulher bem mais importante que eu, e de ela sair com homens e mulheres bem mais velhos que eu... No nosso encontro, eu me mantive seguro, recitei meus poemas pra ela e espero que ela tenha gostado. Bem, pra mim foi uma noite inesquecível, e espero que ela ainda me queira mais vezes, rs.











terça-feira, 24 de junho de 2014

Edição de aniversário do Eco!



No mês em que comemora seu sexto ano de atividades poéticas, o Eco preparou uma edição especialíssima na Liberdade Livraria. André Monteiro vai chegar pontualmente para apresentar os poemas de seu recém-lançado Cheguei atrasado no campeonato de suicídio e Elza de Sá Nogueira, uma das poetas da antologia Livro de sete faces, vai mostrar o que tem produzido de lá para cá. João Victor Costa Medeiros vai desenrolar o ritmo e a poesia de seus escritos e Luiz Fernando Priamo marca presença representando os poetas da organização. E não se esqueçam de tirar os textos de vocês da gaveta, porque é claro que vai rolar o tão esperado microfone aberto. Até lá! ;)

domingo, 7 de julho de 2013

Edição de julho do Eco


O Eco demorou... mas apareceu! Afinal de contas, não poderíamos deixar nosso aniversário passar em branco. E para comemorar estamos preparando uma edição TÃO especial que fica até difícil escolher por onde começar a contar! 

Primeiramente o local: essa edição especialíssima do Eco será no Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM-UFJF)! 

E o elenco: quatro poetas, cada um lançando seu respectivo livro. Isso mesmo, QUATRO lançamentos na mesma noite. 

A primeira poeta convidada? Bom, quase a perdemos pra FLIP, mas ela vai praticamente pegar uma ponte aérea Paraty-JF para participar do Eco... e é com bastante felicidade que anunciamos a primeira incursão poética da carioca Alice Sant'Anna em terras juiz-foranas, lançando Rabo de baleia (Cosac Naify, 2013). 

Mariano Marovatto, também carioca, já participou do Eco uma vez, juntamente com Os Sete Novos. Há muito tempo queríamos trazê-lo novamente e finalmente conseguimos! E ele promete trazer também suas Mulheres feias sobre patins (7Letras, 2012).

E como gostamos mesmo do Rio de Janeiro (quem não gosta?), convidamos mais um carioca! Nosso parceiro, frequentador do Eco, editor do Plástico Bolha e quase um juiz-forano honorário: Lucas Viriato. E ele também não vem sozinho, uma vez que estará lançando em primeira mão seu Muestras (Organograma, 2013). 

Para fechar o elenco, o poeta e editor da revista "Um Conto" Otávio Campos. E não, ele não é carioca. Leopoldinense radicado em Juiz de Fora, Otávio também estará lançando um livro (seu primeiro!), Distância (Aquela Editora, 2013). 

A trilha sonora fica por conta do também convidado Marcelo Castro, o microfone aberto estará lá firme e forte e a entrada, como sempre, é franca. Até lá!


Edição de aniversário do Eco Performances Poéticas 
Dia 12 de julho, sexta-feira, a partir das 19 horas. 
No Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM-UFJF) 
(Rua Benjamin Constant, 790. Centro, Juiz de Fora-MG) 
Entrada franca

Evento no Facebook: http://migre.me/fm7zZ

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sobre o Eco de junho

Texto: Knorr


Em 7 de junho de 2012 o Eco comemorou seus primeiros quatro anos de existência. Eu sei como é isso, tenho um filho quase que com a mesma idade. São várias descobertas, questionamentos, a busca por uma linguagem própria, a trincheira do choro, uma recusa em crescer e ao mesmo tempo uma vontade enorme de ser grande. O melhor é conviver com isso, deixar o tempo rolar, e ouvir as broncas e os direcionamentos que aparecem em todos os lugares. Com o Eco não é diferente. Tá certo, não é um ser humano, mas trabalha (e fundo e bem fundo) para que quem dele participa, de alguma forma, seja mais humano. Poesia é ser humano.

O público. Foto: Laura Assis.
Banquinha. Foto: Laura Assis.
Anderson Pires. Foto: Larissa Andrioli.

A edição de junho, por acaso e feliz (ou infeliz) coincidência do calendário caiu justamente num início de feriado prolongado, numa quinta-feira chuvosa e fria e coincidindo com a greve da universidade federal. Tinha tudo pra não dar certo. Fracasso anunciado. Mas não. O que se viu foi um Mezcla lotado, com um público participativo e cada vez mais se interando desse duro ofício incoerente de se fazer poesia. Um a um, os fundadores e ativistas do movimento fizeram suas leituras e eu tive o prazer de ter sido convidado por eles para pré-lançar o meu livro que, aliás, foi concretizado e redescoberto graças a um convite feito por esses novos amigos há pouco mais de um ano. O clima estava tão aconchegante que até me arrisquei a colocar pra fora um desejo antigo, de falar um poema tendo como base um groove de hip-hop. E não é que deu certo?! 

Knorr. Foto: Larissa Andrioli.

Luiz Fernando Priamo. Foto: Larissa Andrioli.
André Capilé. Foto: Larissa Andrioli. 

O Eco é isso, é o concreto de todos esses sonhos poéticos que esses (me incluo aqui...) loucos por palavras deliram durante sua existência. Então, pra quem ainda não tem filho, ou pra quem ainda não teve a oportunidade de ir a uma edição do Eco, fica a dica: guardadas as devidas proporções, são duas experiências de geração, parto, afeto e carinho inigualáveis.

Anelise Freitas. Foto: Larissa Andrioli.

Vinil. Foto: Larissa Andrioli.
Sorteio! Foto: Laura Assis.

Até a edição de agosto. Evoé, Eco!!!

domingo, 3 de junho de 2012

Edição de junho e aniversário do Eco Performances Poéticas



A primeira edição do Eco aconteceu em junho de 2008, e aos poucos ir ao Mezcla nas primeiras quintas-feiras do mês se tornou uma tradição para quem de alguma maneira está ligado à poesia e à literatura. Quatro anos se passaram e muitos dos que eram assíduos, sumiram. Outros persistem desde sempre. Mas rostos e escritos novos também surgem a cada mês, assim como às vezes o próprio Eco sai de Juiz de Fora para dar as caras em outros lugares.

Entrando no seu quinto ano de existência, é certo então que o Eco tem bastante coisa para comemorar. E a programação de junho com certeza é parte dessa festa.

Nessa edição de aniversário o convidado especial é o jornalista, músico, designer e, claro, poeta Knorr. Pré-lançando seu décimo segundo livro (!), Falavras (FUNALFA, 2012), Knorr explica que o neologismo que dá nome a obra siginifica “a palavra falada, que sai da boca antes mesmo de ir ao papel, ainda que não seja ouvida ou sentida”. Mas com certeza os poemas serão ouvidos pelo público presente na edição de junho do Eco, que contará ainda com a presença de um dos fundadores do Eco, André Capilé. O poeta, que publicou Dois não pares (FUNALFA, 2009), em parceria com Carolina Barreto, e Zangarreio (edição do autor, 2011), chega na edição de aniversário mostrando sua recente produção.

Além dos dois convidados, a equipe de organização do Eco também participará da festa, que contará com leituras de Anderson Pires, Anelise Freitas, Laura Assis e Luiz Fernando Priamo, além da presença virtual de Tiago Rattes. A trilha sonora fica como sempre por conta dos vinis de Pedro Paiva, o microfone aberto continua sendo o momento do público subir ao palco para ler seus textos autorais e a entrada é grátis.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Diário do CEP 20000


25 de maio de 2011

13:59 – Sou a primeira a chegar no lugar marcado. É que sou de extremos: ou atraso absurdamente ou chego antes do combinado. Preferi não arriscar. A van está marcada para 14:30. O resto do pessoal começa a chegar. Tento me esconder das filmagens do Mirabel. Impossível. Vamos para o Rio, participar do CEP 20.000, o evento de poesias mais importante do país, apenas isso.


14:48 – Bom, a van AINDA NÃO CHEGOU. Larissa teme represálias e liga para o motorista sem parar. Sob um leve desespero começamos a pensar na hipótese de roubar um carro, algo assim. Tudo bem, vai dar.




16:05 – Aproximadamente UMA HORA E MEIA depois do combinado, finalmente estamos saindo de Juiz de Fora. Estão todos aqui. Pegamos o Pedro e os equipamentos, alguém fala em turnê de banda. Não seria nada mal uma turnê da poesia.

16:35 – Recebemos a notícia de que um caminhão tombou na Linha Vermelha. Desespero é a palavra do dia. Estamos atrasados e nada indica que temos chance de chegar a tempo. Eco Performances Histéricas. Na van rola o DVD de Cães de aluguel, mas acho que ninguém está assistindo. Falamos de... poesia. Livros de estréia. Capilé acusa Mirabel de não gostar de Drummond. Protestos. Tensão. Gritos. João Cabral. Ao contrário do que se podia imaginar a Fernanda, irmã do Mirabel que está indo com a gente, não acha que somos malucos. Então tudo bem. 




17:40 – Ainda nem subimos a serra e paramos para um café. Quem vê pensa que temos mesmo muito tempo. No bar tem coxa de galinha frita. Não é coxinha não. É A COXA mesmo. “Todo mundo acha estranho”, repara a Thais. Pitoresco mesmo. Seguimos. Anelise tira foto da estrada, do pôr do sol, da van da janela da van, do chão da van. Clima de excursão. Só falta a musiquinha de integração.




19:15 – Depois de um engarrafamento MONSTRUOSO, conseguimos entrar no Rio. Tiago tuíta, mantendo nossos MILHÕES DE SEGUIDORES informados. Poesia multimídia que chama. Sou acusada de ter ministrado remédios para a Larissa, que dorme sem cessar. Ligamos para o Lucas para avisar que estamos vivos e, sim, vamos ler poesia no CEP.

20:09  Chegamos no Espaço Sérgio Porto. Ainda estão carregando a bateria da banda que vai tocar depois das leituras e performances, então tudo bem. Dá tempo de levar as coisas, montar o som e a banquinha de livros, tomar uma cerveja e encontrar os cariocas que já são de casa.




21:02 O momento “caiu a ficha”: dentro do Sérgio Porto estão todos os que vão participar do CEP. O público está chegando. “Estamos atrasados”, avisa Chacal. Ele dá algumas instruções gerais para todos os participantes. E fala para “o pessoal de Juiz de Fora”: “façam o de vocês, dêem o recado”. Faremos. Daremos.


22:00 Depois de algumas leituras e músicas, é a nossa vez. “Diretamente de Juiz de Fora, com vocês, Eco Performances Poéticas!”, chama nosso querido Lucas Viriato. Entramos. Thais está fotografando. A trilha inicial escolhida pelo Pedro já ganha a simpatia do público. “Esse é o Eco Performances Poéticas... somos nós!”, convoca Capilé antes de ler o primeiro poema. As trilhas costuram as leituras e funcionam de uma maneira que nem nós mesmos imaginávamos que ia funcionar. Chacal invade o palco e dança. As leituras se seguem. Trilha, leitura, aplauso. Trilha, leitura, aplauso. Três rodadas. Funcionou. Deu certo. Acabou. Saímos do palco. Respiramos. Nos divertimos. Foi demais.






22:30 Voltamos à cerveja. Assistimos ainda as leituras do Leonardo, Ismar e Gregório. Algumas pessoas nos param, comentam, elogiam, conversam. Feedback. Foi bacana. Eu, Anelise e Larissa estamos do lado de fora fumando um cigarro e eis que o próprio Chacal vem até nós. “Foi demais, vocês são FODIDOS DE BONS. Qualidade mineira com a sensualidade carioca”. Agradecemos mil vezes e reforçamos o convite para que ele venha ler no Eco em JF. Ele se mostra animado, quer vir. Esperamos que seja logo.





00:15 Hora de ir. Ainda demoraria bastante para chegar em Juiz de Fora. Depois de conversas três tons acima do normal e muitas retrospectivas do que tinha acabado de rolar, dormimos. Apagamos. Chegaríamos lá pelas três da manhã, debaixo de um frio de 12 graus. Quem se importa? Foi um dia para não se esquecer. Mesmo.





Todas as belas fotos que ilustram esse post são da Thais Thomaz

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Chá, nem de cadeira

Matéria publicada na Tribuna de Minas para marcar a comemoração dos 4 anos de atividades do Eco


Por RAPHAELA RAMOS


 Anderson Pires, Pedro Paiva e Luiz Fernando Priamo 
Anderson Pires, Pedro Paiva e Luiz Fernando Priamo

Reunião noturna com propósitos literários. É mais ou menos assim que qualquer dicionário apresenta o significado da palavra sarau. Se a intenção é parar por aí, pode-se afirmar que o projeto "Eco performances poéticas" encaixa-se na definição. Mas quem disse que os poetas locais querem saber de inércia? Há quatro anos, a iniciativa abre o microfone uma vez por mês para sutis subversões. Uma delas, a oposição à ideia clássica - e por vezes, chata - de um sarau. Na edição comemorativa desta quinta, não espere tomar um chá entre uma leitura e outra. Não espere sequer leituras comuns. O nome já avisa: elas serão performáticas. E falarão muito sobre a produção atual.

Leia a matéria completa clicando aqui.