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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Considerações póstumas sobre o Corredor Cultural



Corredor polonês deve ser algo frio, deve ser algo para dar a cara a tapa. Assim, senti o outro corredor, o “Cultural”, promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora e do qual o Eco fez parte, como uma das atrações juizforanas.




O espaço reservado nas escadas do Cine Theatro Central, ficou reservado. Fizemos parte do “Chá com poesia”, contando também com o jazz do “Triunvirato” e a viola de Fabrício Conde. Como não poderia deixar de ser, algumas personas mais animadas ali estavam, quase uma comunhão familiar regada à chá de gengibre e biscoitinhos. Era frio o dia e o público da cidade se diluiu entre as muitas atrações agendadas para o horário, como o bloco da “Orquestra Voadora” que passou ao longe, descendo o calçadão da Halfeld. Uma caravana sem poeira, com foliões.



Começamos as atividades da poesia: Anelise Freitas, Pedro Paiva, Tiago Rattes, Anderson Pires e eu. Certamente havia o que dizer.


Um camarada que passava achou que havia o que dançar com nossas poesias e sons. Causou e bailou de estrofe em estrofe. Alívio e risos do público. Segundo Tiago, a prefeitura contrata esses caras para fazer performances. Concordo, reiterando que é sempre bom destacar os artistas de dentro da cidade, apesar de alguns pensarem o contrário.




Feitas as leituras, crianças recolhidas, malas feitas, partiu para outro canto. Afinal, após dar a cara a tapa, importante também é se divertir.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Diário do CEP 20000


25 de maio de 2011

13:59 – Sou a primeira a chegar no lugar marcado. É que sou de extremos: ou atraso absurdamente ou chego antes do combinado. Preferi não arriscar. A van está marcada para 14:30. O resto do pessoal começa a chegar. Tento me esconder das filmagens do Mirabel. Impossível. Vamos para o Rio, participar do CEP 20.000, o evento de poesias mais importante do país, apenas isso.


14:48 – Bom, a van AINDA NÃO CHEGOU. Larissa teme represálias e liga para o motorista sem parar. Sob um leve desespero começamos a pensar na hipótese de roubar um carro, algo assim. Tudo bem, vai dar.




16:05 – Aproximadamente UMA HORA E MEIA depois do combinado, finalmente estamos saindo de Juiz de Fora. Estão todos aqui. Pegamos o Pedro e os equipamentos, alguém fala em turnê de banda. Não seria nada mal uma turnê da poesia.

16:35 – Recebemos a notícia de que um caminhão tombou na Linha Vermelha. Desespero é a palavra do dia. Estamos atrasados e nada indica que temos chance de chegar a tempo. Eco Performances Histéricas. Na van rola o DVD de Cães de aluguel, mas acho que ninguém está assistindo. Falamos de... poesia. Livros de estréia. Capilé acusa Mirabel de não gostar de Drummond. Protestos. Tensão. Gritos. João Cabral. Ao contrário do que se podia imaginar a Fernanda, irmã do Mirabel que está indo com a gente, não acha que somos malucos. Então tudo bem. 




17:40 – Ainda nem subimos a serra e paramos para um café. Quem vê pensa que temos mesmo muito tempo. No bar tem coxa de galinha frita. Não é coxinha não. É A COXA mesmo. “Todo mundo acha estranho”, repara a Thais. Pitoresco mesmo. Seguimos. Anelise tira foto da estrada, do pôr do sol, da van da janela da van, do chão da van. Clima de excursão. Só falta a musiquinha de integração.




19:15 – Depois de um engarrafamento MONSTRUOSO, conseguimos entrar no Rio. Tiago tuíta, mantendo nossos MILHÕES DE SEGUIDORES informados. Poesia multimídia que chama. Sou acusada de ter ministrado remédios para a Larissa, que dorme sem cessar. Ligamos para o Lucas para avisar que estamos vivos e, sim, vamos ler poesia no CEP.

20:09  Chegamos no Espaço Sérgio Porto. Ainda estão carregando a bateria da banda que vai tocar depois das leituras e performances, então tudo bem. Dá tempo de levar as coisas, montar o som e a banquinha de livros, tomar uma cerveja e encontrar os cariocas que já são de casa.




21:02 O momento “caiu a ficha”: dentro do Sérgio Porto estão todos os que vão participar do CEP. O público está chegando. “Estamos atrasados”, avisa Chacal. Ele dá algumas instruções gerais para todos os participantes. E fala para “o pessoal de Juiz de Fora”: “façam o de vocês, dêem o recado”. Faremos. Daremos.


22:00 Depois de algumas leituras e músicas, é a nossa vez. “Diretamente de Juiz de Fora, com vocês, Eco Performances Poéticas!”, chama nosso querido Lucas Viriato. Entramos. Thais está fotografando. A trilha inicial escolhida pelo Pedro já ganha a simpatia do público. “Esse é o Eco Performances Poéticas... somos nós!”, convoca Capilé antes de ler o primeiro poema. As trilhas costuram as leituras e funcionam de uma maneira que nem nós mesmos imaginávamos que ia funcionar. Chacal invade o palco e dança. As leituras se seguem. Trilha, leitura, aplauso. Trilha, leitura, aplauso. Três rodadas. Funcionou. Deu certo. Acabou. Saímos do palco. Respiramos. Nos divertimos. Foi demais.






22:30 Voltamos à cerveja. Assistimos ainda as leituras do Leonardo, Ismar e Gregório. Algumas pessoas nos param, comentam, elogiam, conversam. Feedback. Foi bacana. Eu, Anelise e Larissa estamos do lado de fora fumando um cigarro e eis que o próprio Chacal vem até nós. “Foi demais, vocês são FODIDOS DE BONS. Qualidade mineira com a sensualidade carioca”. Agradecemos mil vezes e reforçamos o convite para que ele venha ler no Eco em JF. Ele se mostra animado, quer vir. Esperamos que seja logo.





00:15 Hora de ir. Ainda demoraria bastante para chegar em Juiz de Fora. Depois de conversas três tons acima do normal e muitas retrospectivas do que tinha acabado de rolar, dormimos. Apagamos. Chegaríamos lá pelas três da manhã, debaixo de um frio de 12 graus. Quem se importa? Foi um dia para não se esquecer. Mesmo.





Todas as belas fotos que ilustram esse post são da Thais Thomaz

sábado, 4 de junho de 2011

Efeito CEP

A partir de hoje vamos começar a publicar posts relacionados às várias atividades do Eco nas semanas que acabaram de passar. CEP 20.000, Corredor Cultural, edição especial de aniversário... foram dias intensos e muitas coisas que aconteceram merecem registro. Começamos então hoje com um texto de Tiago Rattes sobre a nossa participação no CEP 20000, evento de poesias mais importante do país.

*

Relatos de uma viagem


Às 16 horas do dia 25 último, a trupe do Eco Performances Poéticas caiu na estrada pra ultrapassar os 180 km que separam Juiz de Fora da cidade maravilhosa. On the Road, um espírito beat em ritmo e euforia de excursão escolar.
Destino: o CEP20000. Como vocês sabem, havíamos sido convidados para uma leitura de nossa produção. Nossa estréia em solo carioca. Lá fomos deixar nosso cartão de visita, conhecer o evento e toda turma.
Friozinhos de serra, e  retenções de Linha Vermelha à parte, lá chegamos, são e salvos para a contenda poética, recebidos com carinho por um de nossos anfitriões, Lucas Viriato, editor do jornal Plástico Bolha.
O CEP20000, além de celeiro da poesia, funciona como uma exposição de arte variada. Música, cinema, dentre outras modalidades, que se revezam diante um público variado e atento.
E lá fomos nós. Um a um, fizemos nossas leituras, combinadas com a trilha sonora cuidadosamente preparada por nosso maestro Pedro Paiva. O primeiro momento, claro, sempre esbarra num grau de ansiedade misturada com a felicidade de estar presente, compartilhando nosso trabalho com uma moçada nova, mas nem por isso deixou de ser forte, intenso.
Entre versos, canções e aplausos a coisa fluiu. Sentimos uma recepção muito positiva do público carioca, e um grande carinho de nossos anfitriões, Lucas Viriato e Chacal. Uma sensação de dever cumprido, nessa batalha de tentar promover um intercâmbio poético. E também uma espécie de presente de aniversário nestes três anos de Eco Performances Poéticas.
Mas essa é uma história que queremos estar apenas começando. Até!

*

Durante toda a viagem para o Rio, as lentes de Thais Thomaz não só fotografaram,  mas também filmaram. Luiz Fernando Priamo também empunhou a câmera e captou várias imagens da nossa incursão carioca, que depois foram editadas por ele e por Daniel Couto (a.k.a Catatau) dando origem ao mini-doc "Eco Performances Poéticas no CEP 20000" que você pode assistir aqui:




Bom, e ainda não acabou. Acompanhe o blog para ler também os relatos de outros membros do Eco, além de rever ou saber como foi a nossa participação no Corredor Cultural e a edição especial de aniversário de três anos do Eco.
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eco Performances Poéticas no Corredor Cultural



Na terceira edição do Corredor Cultural de Juiz de Fora, o Eco Performances Poéticas está mais uma vez convocado para agitar a cidade e prepara um set comemorativo. Como parte da celebração do quarto ano de atividades do grupo, uma seleção de poemas foi feita para que o povo juizforano saia um pouco do ordinário do dia a dia.

A participação será no momento “Chá com Poesia”. Está marcada para as 16h do sábado, dia 28 de maio, na Praça João Pessoa, em frente ao Cine Theatro Central. Além do Eco, fazem parte do cardápio TriunVirato e Fabrício Conde.

O maestro do Eco, Pedro Paiva, ainda vai se apresentar com o projeto Vinil É Arte, às 24h, também dia 28, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas. Não ousem perder!

Livros serão trocados, poesias distribuídas, enfim, confira aqui toda a programação do Corredor Cultural aqui!
Esperamos vocês lá!

domingo, 22 de maio de 2011

Ecoando em terras cariocas



Nesta quarta-feira, 25 de maio, nós do Eco Performances Poéticas desembarcamos no Rio de Janeiro para participar do CEP 20000.

O CEP 20000 é um dos mais importantes e tradicionais eventos de poesia do Brasil, tendo como seu anfitrião o poeta múltiplo, Chacal. Há 20 anos é um espaço de difusão, exposição, amplificação, e ressonância da poesia e de outras formas de arte no Rio de Janeiro. Acontece toda última quarta do mês, no Espaço Cultural Sérgio Porto, no bairro de Humaitá.

Dentro do CEP20000, um dos quadros, símbolo da permanente renovação do evento, é o espaço do jornal Plástico Bolha, onde estaremos nós do Eco. O convite foi oficializado por um dos editores do Plástico, o poeta Lucas Viriato, que já esteve em JF, marcando presença no Eco.

Nesta quarta, a trupe vai ecoar em terras cariocas, no ritmo da excursão. Escalados: Anelise Freitas, Luiz Fernando Priamo, Laura Assis, Larissa Andrioli, Tiago Rattes e nosso maestro das pick-ups, Pedro Paiva. Participa também nosso querido André Capilé, fundador do Eco e figura fundamental na ponte poética entre Rio e JF. Contamos ainda com o apoio da fotógrafa Thais Thomaz, que tem feito um belo trabalho de registro do Eco.

A expectativa é a melhor possível. Ao Rio, em versos e ritmo!



PROGRAMAÇÃO:


CINECURTA CEP:
Pretinho Babylon, de Emílio Domingos e Cavi Borges

POESIA:
Romã Neptune, André Pessoa, Gregório Duvivier, Ismar Tirelli Neto,
Leonardo Marona e a participação dos poetas da oficina Farani Cinco Três!

ESPECIAL DE JUIZ DE FORA:
Eco Performances Poéticas - a missão!
com: André Capilé, Anelise Freitas, Larissa Andrioli, Laura Assis,
Lucas Viriato, Luiz Fernando Priamo, Tiago Rattes de Andrade,
Thais Thomaz (fotos) e Pedro Paiva (som)
(ecopoetico.blogspot.com)

MÚSICA:

Dimitri BR: voz e cavaquinho
(diahum.blogspot.com)
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Os Siderais
+
Show da banda DeLírios Tropicais
(myspace.com/deliriostropicais)


Blog do Plástico Bolha: jornalplasticobolha.blogspot.com


(R$ 5,00)